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Review | Supergirl: A garota de aço da DC

A mudança de Supergirl saindo da CBS e indo para o canal CW (que também produz as outras séries da DC), foi um grande ganho tanto para os fãs, quanto para a própria série. A princípio quando começaram as divulgações dos primeiros vídeos da temporada, pensamos que a série ficaria concentrada no primo da Supergirl/ Kara Danvers (Melissa Benoist) também conhecido como o Superman (Tyler Hoechlin) ou no seu local de trabalho.  A surpresa foi que esta segunda temporada trouxe muita ação, novos arcos, uma série mais introduzida ao formato CW e fazendo referências aos quadrinhos, como por exemplo a introdução de Mon-El (Chris Wood) a este universo.

Vamos relembrar os principais pontos da segunda temporada e fazer um aquecimento para a nova que chega esta semana nos Estados Unidos. Como sempre vale avisar: spoilers daqui em diante!

Para começarmos vamos falar da primeira mudança, tivemos Kara Danvers sem sua tutora Cat Grant (Calista Flockhart) da Revista CatCo, com isso a Supergirl esteve mais presente, mas isso não significa que tivemos bons momentos da nossa repórter, pelo contrário, ela teve muito mais desafios jornalísticos. A segunda mudança: Supergirl teve maior participação em seu outro trabalho com o D.E.O. (Department of Extra-Normal Operations ou Departamento de Operações Extra-Normais), focado na questão dos alienígenas como refugiados na Terra.

Falando em alienígenas (que não foram poucos vamos concordar), vamos lembrar de como foi a trama: a Cadmus teve como sua representante nada menos que Lillian Luthor (Brenda Strong), liderando a organização anti-alienígena se assim podemos dizer. Não suficiente, tivemos também Rhea de Daxam (Teri Hatcher), que tenta conquistar a Terra e transformá-la em Novo Daxam, já que a original havia sido destruída.

Além dos inimigos, Supergirl teve que enfrentar seu primo do Planeta Diário, de forma forçada pelas situações impostas por Rhea. Percebemos que nossa menina de aço é tão poderosa quanto competente como seu primo. Já que abordamos o tema luta, temos que falar sobre Supergirl e Rhea, a luta entre elas não foi apenas uma única batalha e sim várias que foram trabalhadas por vários episódios.

Quem diria que o desfecho desta temporada de Supergirl seria recebendo uma ajuda de uma Luthor? Muitas reviravoltas aconteceram para que isso acontecesse, a relação entre Lena (Katie McGrath) e Lilian Luthor, que fez com que Lena confrontasse sua própria mãe. As relações entre Kara e Lena se estreitaram, mas até quando Kara conseguirá manter sua identidade secreta para sua amiga Luthor?

Outro ponto importante foi sobre o lado amoroso de Kara e Mon-El, mostrando a evolução do príncipe Daxam em um herói e Kara como sua tutora, explicando como tudo funciona na Terra. Os dois personagens experimentaram altos e baixos ao longo da temporada, por mais que este romance era muitas vezes previsível, a execução dele nunca deixou a desejar. A estreia de Mon-El contribuiu para o crescimento de Kara este ano, o personagem realmente completava sempre que a precisava de cenas de romance ou comédia, de certa forma ajudando como alívio cômico.

O elenco foi muito importante e bem trabalhado, mostrando que Kara tem amigos e familiares com quem pode contar, seja seu primo Clark, sua irmã Alex (Chyler Leigh), seus amigos James Olsen (Mehcad Brooks), Winn Schott (Jeremy Jordan) e J’onn J’onzz (David Harewood).

Alex mostrou como personagem importante dentro da série, os melhores momentos da temporada foram focados na relação com sua irmã ou entre seu romance com Maggie Sawyer (Floriana Lima). A luta de Alex para concordar consigo mesma sobre com sua sexualidade mostrou como a série abordou este tema. Uma série com meta-humanos e alienígenas, o drama humano comum muitas vezes se destacou mais.

Continuando sobre os personagens, tivemos a formação de dupla contra o crime de National City: James e Winn. O novo chefe de Kara após a saída de Cat, James assume o papel de Guardião com Winn, mas apenas resulta como um complemento sem muita importância da história, assim como o fato de Winn namorar uma alienígena.

Ainda sobre relacionamentos, J’onn teve mais dificuldades em relação aos demais personagens, seu relacionamento difícil era com M’orzz (Sharon Leal). Primeiro ela afirmou ser uma marciana verde como J’onn, depois se revelou uma marciana branco, raça qual foi responsável por matar a família J’onn e extinguir a população verde marciana.

Não poderia terminar este texto sem falar sobre como uma atriz tão encantadora como Melissa, contribuiu para que a história fosse envolvente, sua atuação contribuiu para o universo CW de super-heróis.

Esta temporada não só pareceu melhor, como conseguiu misturar conflitos com um drama de personagens mais reais e autênticos, teve por muitos momentos apesar dos problemas enfrentados, cenas alegres e otimistas.

Para a terceira temporada teremos um traje novo, mas que acontecerá ao longo da temporada segundo Melissa Benoist em entrevista para a Entertainment Weekly. Teremos também Adrian Pasdar, Carl Lumbly, Yael Grobglas e Emma Tremblay entrando para o elenco. Outros pontos do que veremos na próxima temporada: sobre o pai de J’onn J’onzz (mais marcianos sobreviventes), Erica Durance (atriz que interpretou Lois Lane em Smallville) será Alura mãe de Kara e retorno de Mon-El. Além disso, em novembro teremos um novo crossover das séries da DC.

Supergirl retorna para sua terceira temporada em 9 de outubro nos Estados Unidos pelo canal CW, no Brasil a série é exibida pelo canal pago Warner Channel, com estreia em dia 25 de outubro às 22h30.

Gostou da segunda temporada de nossa heroína? O que você aguarda para a nova temporada? Conte para nós!

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Roberto Nascimento
Beto, paulista, sempre em busca de bons shows, viagens, livros, cultura pop em geral (não necessariamente nesta ordem). Fã de Star Wars, DC, Marvel entre outras coisas mais. Amante do universo da fotografia, sempre registrando por onde passo.