Dinastia Entrevista: Zeva (e-Sports)

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O mercado de e-Sports cresce a cada dia em nosso país, seja pelo times competitivos brasileiros que tem se destacado, pelo grande número de fãs que acompanham (terceiro maior público do mundo) e também pela importância que muitas empresas dão neste meio.

O cenário universitário de esportes eletrônicos também cresce cada vez mais no Brasil, o sucesso é tão grande que muitas universidades tem seus próprios times para competições, como é o caso da Universidade Anhembi Morumbi, que no último final de semana realizou as finais do Torneio de E-Sports. O evento contou com presença de nomes bem conhecidos das transmissões de e-Sports: Eliakim “Zeva” Coelho na narração e Flávio “P3po” da Silva nos comentários.

Aproveitamos este evento e realizamos uma entrevista muito bacana com o Zeva, narrador de e-Sports e streamer, que realiza transmissões de torneios pela  ESL Brasil e ESPN. Confira abaixo como foi a entrevista.

Roberto Nacimento, Zeva e Nathalia Miranda

DG: Como vê o cenário no Brasil tanto dos campeonatos de League of Legends, quanto o e-Sports de forma geral?

Zeva: O esporte eletrônico vem crescendo muito, não só no cenário de League of Legends, antes o LOL era muito mais visto no Brasil por causa do CBLOL. O investimento que a Riot Games faz em League of Legends é muito grande, mas depois da entrada da ESL por exemplo em 2016, quando ela chegou e montou escritório e estúdio no Brasil, o cenário de Counter Strike por exemplo cresceu bastante. Nós fizemos no ginásio do Ibirapuera o maior evento da América Latina de esporte eletrônico com os 12 melhores times do mundo, então o Brasil recebeu um campeonato internacional com 12 times muito grandes. Então o cenário foi crescendo bastante, não só com o LOL ou com CS, mas vários outros jogos também foram crescendo bastante e estão crescendo no cenário atual, inclusive com jogos mobile como Clash Royale por exemplo. Então a gente vê agora um crescimento absurdo, aqui na Anhembi Morumbi com esse torneio, as faculdades entrando, assim como acontece na Europa, nos Estados Unidos, o crescimento no cenário de esportes eletrônicos é muito bacana. Cada vez mais o Brasil recebendo eventos grandes, para o ano que vem a ESL vai trazer também grandes eventos, não posso dizer data e nem qual evento, mas já está na nossa agenda trazer eventos muito grandes para o Brasil.

DG: Como você se prepara para as narrações?

Zeva: Toda vez antes de narrar, como é um evento que eu não estou fazendo desde o começo e venho pra narrar a parte final, eu sempre busco sempre conhecer os jogadores, os times, o background, de onde eles vem. No caso de League of Legends, o elo de cada jogador, o contexto geral. Eu cheguei aqui  conversei com os times e fui perguntando como foi. Vi que a Atomics Team veio pelo Winners Bracket e vi que  Degamon veio pelo Losers Bracket, então eu fui buscando o máximo de informações possíveis, pra saber o que eu vou falar durante as partidas. Eu que sou narrador tenho a questão da voz também, eu sempre faço os exercícios vocais antes de toda narração, de aquecimento vocal pra poder fazer um trabalho melhor.

DG: Faz quanto tempo você narra?

Zeva: Eu narro desde 2014, comecei lá trás. Eu era streamer, me tornei parceiro da Twich em 2014, fazia minha livestream, eu comecei a fazer campeonatos na stream ali de brincadeira e tal, ai o pessoal começou a assistir e começou me chamar pra narrar. Daí eu comecei a treinar de verdade para me tornar um narrador. Me tornei narrador da ESL na GO4LOL, que é o berço de todos os narradores que nós temos no cenário praticamente narraram GO4LOL. Os meninos que estão na Riot, o próprio Skeat foi o ultimo que saiu, o Schaeppi, o Toboco, o Tixinha, o Melão, todos eles passaram pela ESL lá trás. Assim eu como o P3po também, que fizemos GO4LOL, então foi lá trás em 2014 onde tudo começou, 2015 fiz inteiro a GO4LOL para ESL, depois a ESL veio para o Brasil. Comecei a narrar LOL também na Brasil Premiere League, já narrei também CS, ESL ONE New York, a Pró League e agora estou no Clash Royale, fazendo também na ESPN.

DG: Até aproveitando sua resposta, você achava em 2014, quando começou a narrar, que esse tipo de entretenimento/esporte teria tanto crescimento quanto está hoje?

Zeva: Eu fui para esse meio já com uma visão empreendedora, eu era professor de empreendedorismo antes, eu sempre busquei novas oportunidades de negócio, acabei abrindo duas empresas no decorrer de tudo, empresa de eventos, loja de moda country, tudo nada a ver e acabei indo pra games porque eu observei essa oportunidade. Estava crescendo no mundo, nos Estados Unidos começou a bombar, falei por que não também entrar nesse meio. Como jogador profissional não rolaria porque eu já sou “velho” (não muito, mas rs), os jogadores são todos novinhos, eu fui pra área de entretenimento me tornando um streamer e posteriormente entrando no competitivo como narrador.

DG: Isso que também iriamos te perguntar, o que te motivou a entrar nesse mundo e a continuar…

Zeva: Games no geral, eu gosto de vídeo game e se existe uma oportunidade de ganhar dinheiro jogando vídeo game, por que não? Se existem várias pessoas no mundo que estão ganhando dinheiro jogando, por que eu não posso também. Então motivado por isso, por trabalhar com games, dentro do cenário de esporte eletrônico que é o mais legal, foi o que motivou, o que me fez começar com as live streams. Ter a oportunidade de entrar na ESL, inclusive através do Meligeni, meu amigo narrador de Rainbow Six Siege que já era narrador da ESL, que postou uma vaga de voluntário do social media. Eu aceitei trabalhar na ESL como voluntário, trabalho até hoje na ESL como narrador e também como gerente de compras.

DG: Qual a diferença de narrar em eventos e na TV (ESPN)?

Zeva: A diferença de eventos presenciais e TV é muito grande. A TV é muito legal porque você está em rede nacional para milhares de pessoas, pessoas que as vezes nem jogam e acabam te conhecendo, tem um feedback muito positivo. Nós temos que ter um approach (visão) diferente na TV porque é um público que as vezes nunca viu o jogo, então você tem que explicar minuciosamente muitas coisas que em eventos presenciais, que é para um público que é um nicho mais específico, de quem joga mesmo, você não precisa explicar tanto, desmiuçar tanto o que está falando ou narrando. Na TV você tem que fazer isso, mas é muito mais legal evento presencial, porque a energia do público é contagiante.

DG: Quando você está em casa, sem fazer nada e fala que quer jogar alguma coisa, o que você prefere jogar?

Zeva: Meu, eu odeio jogar vídeo game, eu assisto Netflix, brincadeira rs… Geralmente nas horas vagas, eu gosto muito de jogar Overwatch por exemplo, mas eu jogo de tudo na verdade. Eu busco sempre jogar vários jogos pra tá inserido no meio, pra tá conhecendo. Gosto de jogos single player como Fallout, Skyrim, sempre gostei muito de RPG, tô num hype muito grande agora com Destiny 2 que com certeza vou jogar, mas sempre joguei de tudo um pouquinho, CS também. Sempre joguei de tudo um pouco, os outros mobas também, DOTA, Heroes of The Storms, Smite, Paragon. Eu gosto muito do RTS, quando eu era jovem adolescente, eu jogava o competitivo do Age of Empires 1 e agora ele voltou, eu comprei no dia do lançamento da pré venda, vou querer muito jogar. Vai sair o Age of Empires 4, gosto muito do estilo RTS só que eu não sou muito bom. No Starcraft mesmo eu gosto, joguei mas só um pouquinho.

Agradecemos mais uma vez ao Zeva por nos conceder esta entrevista. Um agradecimento especial também para a Carol Santos, pois através dela esta entrevista foi possível, bem como as suas fotos para esta publicação.

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