Dinastia Entrevista | Roberto Tateishi (Cosplay)

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Quando estivemos presentes da JediCon SP 2017, nos deparamos com um cosplay específico que nos encantou: o de Chirrut Imwe.

Desde então, o assunto que mais comentávamos era da semelhança incrível do fã com o ator de Rogue One, Donnie Yen. Do figurino até a fala icônica ” I am with the force, and the force is with me”, Roberto Tateishi é o Chirrut brasileiro!

Ficamos muito felizes quando conseguimos marcar uma breve entrevista com ele durante a CCXP17 e trazemos aqui, na íntegra, como foi o nosso breve bate-papo após o desfile cosplay do último dia de evento.

Como o cosplay entrou em sua vida e a quanto tempo você faz?
Roberto: Faço cosplay desde criança quando eu pegava lençol da minha mãe como capa, mas só se concretizou a partir da primeira CCXP. Fora isso, só fantasia e festas, aonde eu já demonstrava essa vontade. No primeiro evento, fiz o cosplay de Bruce Lee.

E a aceitação dos amigos e família? Como foi?
Roberto: Meus pais nunca se importaram muito, e até mesmo tenho muita influência deles. Nunca ninguém reclamou, sempre apoiou, mas só os cunhados… esses já são mais complicados (risos).

Para sua vida pessoal, o cosplay mudou alguma coisa?
Roberto: Mudou bastante. Eu corria até que estourei o joelho e não pude mais correr, e foi uma nova comunidade, novas pessoas, fazer amigos e amizades que tem tudo para ser verdadeiras. Rio de Janeiro, Bahia e São Paulo mesmo, então isso mudou muito mesmo. Meu grupo de amigos mudou bastante.

E hoje, você já fez seu cosplay favorito ou ele ainda está por vir, dentre os seus personagens favoritos?
Roberto: Cara, esse é meu cosplay favorito no momento, de Chirrut. Porque desde que vi o primeiro trailer do filme (Rogue One), ainda fiquei na dúvida entre Baze e Chirrut, mas olhei bem o Chirrut e falei: “Cara se eu cortar o cabelo e colocar lente..”

O que você acha mais divertido em fazer cosplay?
Roberto: A empolgação das pessoas. Não seria nem divertido, mas acho que é o que nos faz continuar. É o olhar da pessoa, o encantamento. E crianças, cara. O encantamento das crianças.

Quando você faz cosplay, você leva em consideração tempo e valores ou sacrifica tudo?
Roberto: Não sacrifico tudo o possível, mas faço o melhor possível dentro da verba disponível para isso.

Qual personagem que mais marcou sua vida, não só no cosplay?
Roberto: Ultra Seven, porque eu era moleque e achava que era uma realidade fantástica para mim. Foi algo que me fez amar maquete, filme de ação, aventura e a questão do herói, da atitude de herói.

E para o futuro, você pensa em fazer algum outro? Alguma ideia?
Roberto: Cara, no momento não. Mas me preocupa porque a responsabilidade é grande, porque já participei de duas JediCon que cheguei e consegui uma premiação, e aqui na CCXP que eu achei que não ia conseguir nada. Mas, sei que tem ser… Ou não, já que a intenção é me divertir e fazer bem feitinho, e partindo desse princípio, é o que vier.

A gente conhece o lado bom do cosplay, mas tem algo nesse meio que te irrita ou deixa chateado?
Roberto: Tem. Porque assim como todo lugar, tem ego, e eu não me importo com crítica, mas não é legal pessoas que criticam outros cosplayers e julgam, porque você não sabe se a pessoa tem dinheiro, o esforço da pessoa… O importante é ter vontade. Se a pessoa pega e pinta a cara, faz uma orelhinha de cartolina e diz que é o Batman… Para mim tá ótimo! As vezes isso é mais divertido, mais legal e de coração, do que a pessoa que compra nos EUA a armadura completa do Batman, mas nem acompanha os filmes. Entao, é a paixão que brota também…

Você tem alguma situação inusitada, divertida ou que te marcou com esse cosplay ou algum outro?
Roberto: Fora a questão de ter o reconhecimento de pessoas que eu nem esperava, tem situações inusitadas. Eu fui agradecer e mostrar como ficou, já que eu trabalhei em conjunto com uma costureira do bairro. E o ateliê é anexo a um bar que ela trabalha, e quando você entra no bar vestido desse jeito é complicado… O pessoal te estranha, é bem complicado.

Você já teve oportunidade de mostrar esse cosplay para alguém de Star Wars?
Roberto: Não. Só a pessoas que são ligadas a outras pessoas que falam “Pô, que legal, vou fazer isso chegar no Chirrut”. Mas isso é algo que se vier veio, mas se não vier, tranquilo também.

Tem algo que você possa dizer como um conselho para quem queira começar agora no mundo cosplay?
Roberto: Tem um milhão, mas o mais importante é não se importar com a crítica alheia. Segue fazendo seu trabalho, pesquisa bastante, porque o mais importante não é o dinheiro, é a pesquisa. O importante é você gostar e interpretar quem você gosta de fazer, quem você admira. E o resto, como outras dicas, a internet tá aí pra isso, YouTube ensina como fazer… Mas é isso, se um fulano criticou, não desista, vá em frente.

O Dinastia Geek agradece profundamente o tempo e a simpatia do Roberto em ceder essa entrevista. Foi um grande orgulho para nós ter a oportunidade de conversar com esta fera da arte de fazer cosplay, que segue encantando o público com seu impecável Chirrut, um personagem incrível representado por um fã de mesma índole. Parabéns pelo trabalho Roberto, e siga encantando os fãs de Star Wars pelo Brasil afora!

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