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Dinastia Entrevista | Eduardo Ferigato

Olá Dinastia!
No post de hoje vamos, continuar trazendo, para nossos seguidores, uma conversa com ilustradores e quadrinistas que dão vida a personagens e histórias sensacionais.

Hoje vamos conhecer mais sobre o trabalho do Eduardo Ferigato, ilustrador e quadrinista de Campinas, São Paulo. Eduardo será o responsável pelo segundo volume de Piteco, Graphic da MSP.

Antes de mais nada, por favor, conte um pouco sobre você, de onde veio, quando se descobriu ou decidiu que seria ilustrador(a)? Como foi?

Desde muito pequeno, eu sentava na frente da TV e ficava desenhando meus personagens favoritos: Godzila, Formiga Atômica, Thundercats, Transformers, Robocop e por aí vai (Sim, sou velho…kkkk). Me apaixonei por quadrinhos na década de 90 e aí decidi que era o que eu queria fazer da vida.

Você fez algum curso/faculdade para se tornar ilustrador(a)?

Fiz cursos em Campinas e São Paulo, na antiga Fabrica de Quadrinhos, hoje, Quanta Academia de Artes. Depois consegui emprego em um estúdio de publicidade fazendo storyboards, sempre investindo na carreira de quadrinista, 15 anos depois estou finalmente fazendo o que eu coloquei como meta, lá no começo da vida adulta.

Quando e como você encontrou o seu estilo como artista?

Olha, difícil responder isso. Acho que eu sempre tive uma idéia básica de onde eu queria ir, mas tudo isso foi mudando de acordo com os artistas que me influenciaram ao longo dos anos. Acho que o estilo definitivo do artista vem de muito estudo e também de uma maturidade e familiaridade com os materiais que você trabalha.

E como é o processo criativo?

Sempre que tenho que fazer alguma coisa, gosto de fazer vários thumbnails, depois de definida a idéia, parte para um pouco de pesquisa visual e busca por referências. Não tenho muito bloqueio criativo, aprendi que insistir e pesquisar imagens ajuda muito. O que rola às vezes é uma estafa mental mesmo, aí acho bom dar uma volta com o cachorro, ou sair pra um café pra esfriar a cabeça e voltar pro projeto com outros olhos. Cabeça de artista está sempre procurando soluções, mesmo quando você não está na prancheta. E muitas vem quando a mente está trabalhando no background enquanto você dirige, ou ouve música. Tem um ditado legal que acho que é do Picasso que diz que “Quando a musa chega, ela tem que me encontrar trabalhando

Algum profissional – ilustrador(a), artista plástico, desenhista, designer, enfim… – serviu ou serve como inspiração?

Muitos. Frank Miller, Marcelo Campos, Otavio Cariello, Flavio Collin, Laerte, Mike Mignola, Romitta Jr, John Buscema, Ivo Millazo, Jordi Bernet, Bruce Timm, Goran Parlov, Jason Latour, Robert Valley, Julia Bax, Claire Wendling, Becky Cloonan entre tantos outros que não vou lembrar agora.

Você tem um trabalho favorito? Se sim, qual é ele?

Trabalho meu? Até agora minha HQ autoral, Opala 76.

Na sua opinião, qual a maior dificuldade para quem trabalha com ilustração no Brasil?

Vou falar de quadrinhos, que é a área em que atuo mais. O mais difícil é viabilizar a produção. Mesmo hoje tendo as facilidades do Catarse e editais, é difícil levantar fundos suficientes para bancar a produção de uma HQ, que pode levar mais de 1 ano em alguns casos. Nosso mercado, apesar também, de ter crescido muito, ainda não nos sustenta em termos de vendas.

Já tem algum projeto encaminhado para 2019? Pode falar sobre ele?

Em 2019 lanço a MSP do Piteco e vou continuar com meu trabalho na série SELF/MADE da Image Comics. Projeto em que sou coautor e artista, com meu parceiro e roterista Mathew Groom.

Qual a visão de futuro para o seu trabalho?

Espero poder cada vez mais, melhorar minha técnica e continuar com projetos legais, que me desafiem e aumentem minha paixão pelos quadrinhos.

Este espaço é seu, fale o que estiver no seu coração.

Quadrinhos é uma profissão difícil, especialmente no Brasil. Mas é também uma maneira viável de transformar histórias e mundos em realidade. Muito mais barato que um filme, jogo ou animação. Só é preciso uma cabeça, duas mãos e tempo. Eu hoje em dia não sou de dizer para as pessoas que elas invistam nisso, ainda mais se elas idealizarem uma carreira de glamour e dinheiro. Mas eu sou muito feliz e agradecido por ter conseguido, depois de tanto esforço, trabalhar nessa área que eu amo. Não conseguiria fazer diferente.


O Dinastia agradece imensamente a participação do Eduardo no nosso projeto. Você pode acompanhar seus trabalhos em seu Instagram, Twitter e Facebook.


Gostou do projeto e quer participar? Basta preencher nosso formulário: www.dinastiageek.com.br/ilustradores.

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Bia Lourenço
Bia Lourenço, paulistana, formada em Design Digital e Pós-Graduada em Eventos. Apaixonada por Harry Potter, Mulher-Maravilha, Batman, Sakura Cardcaptors, Turma da Mônica e Star Wars. Autora no blog www.biialou.com