Dinastia Entrevista | Cosplayers da CCXP2017

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Fazer cosplay não é gastar montes de dinheiro com roupas e acessórios que a maioria de nós não conseguiria pagar. Fazer cosplay é se divertir, interpretar e homenagear seu personagem preferido. É improvisar da melhor maneira possível. Se tornar quase um artesão, inventor, ator e as vezes, tenho que dizer, até um pouco mágico.

É com essas pessoas que vamos falar hoje. Pessoas incríveis que encontramos na CCXP, que tem suas profissões, que são muitas vezes tímidas e nunca imaginaram que fariam algo parecido. Até que fizeram. Que tal conhecer um pouquinho sobre eles?

Nosso colaborador e amigo Roberto Nascimento e eu entrevistamos os sete de maneira descontraída, em um bate papo. Fizemos, a cada um, cinco perguntas sobre a experiência com Cosplay. E eles foram muito atenciosos e simpáticos em seu retorno.

  1. Qual foi o motivo que fez você se interessar a começar a fazer cosplay? Como surgiu a ideia?

Adam: Devido ao amor pelos personagens e a vontade de atuar, o cosplay se mostrou a melhor forma de conseguir encarnar os personagens que a gente gosta de ver no cinema, séries, e afins. Após a primeira CCXP eu tinha certeza que queria fazer isso e comecei no ano seguinte após minha mãe sugerir que eu fizesse o Demolidor, pois ela curtiu muito a série da Netflix.

Allan: Eu comecei por pura curiosidade, como foi a primeira CCXP, nada mais justo que o primeiro cosplay. Não me recordo como surgiu a ideia.

Ana: Sempre gostei de me fantasiar e minha mãe, de uma forma ou de outra, me incentivou muito na infância a me vestir como algum personagem que eu gostava. Porém, só depois dos 21 anos eu comecei a me interessar verdadeiramente por fazer cosplay, ao conhecer duas pessoas da minha faculdade que o faziam e mandavam muito bem (elas até hoje fazem e são incríveis). Nisso surgiu a ideia de fazer a Velma de Scooby Doo lá em 2013, quando eu tinha cabelo curto e queria um cosplay relativamente fácil, que não me desse tanto trabalho. Desde então eu busco no meu tempo livre planejar cosplays de personagens que eu gosto, fazendo-os o mais fidedigno possível, seja na caracterização quanto na “atuação” durante eventos.

Gustavo: Por causa da minha namorada que é cosplayer, porque fazer cosplays combinando é muito “loko”.

Juliana: Na verdade eu sempre quis fazer cosplay, desde que comecei a me interessar pelo mundo do anime nos meus 12, 13 anos e ia em eventos e via como os cosplayers se dedicavam, ficavam lindos e acima de tudo se divertiam. Então quando amigos próximos faziam, me deu coragem de fazer também!

Sarah: O fato de me sentir qualquer pessoa ou personagem no universo, o carinho de quem vê e representar meu amor pelo personagem homenageando-o com uma versão ao fazer o cosplay. A ideia surgiu quando fui à CCXP de 2014 e achei o máximo ser quem eu quisesse ser, a partir daí comecei a pensar os personagens que mais gosto pra poder homenageá-los sendo eles por um momento.

Suelen: Surgiu quando fui ao meu primeiro evento de anime. Vendo que tinham muitas pessoas que faziam, me despertou o interesse em fazer também.

  1. Quando você começou a fazer cosplay, o que sua família e amigos acharam disso? Eles apoiam?

Adam: Minha mãe adorou, super apoiou. Minha família num geral gostou bastante da ideia, acha super divertido, principalmente pelas crianças que adoram. Minha namorada também apoiou e entrou nesse mundo comigo no ano seguinte também.

Allan: Todos a minha volta me apoiaram e ninguém criticou, inclusive, parte do meu cosplay foi minha mãe que fez e outra parte mãe de uma amiga.

Ana: Quando surgiu a ideia, lembro que alguns familiares acharam que já tinha passado da idade de brincar de se fantasiar em eventos e gastar com isso, mas mesmo assim me ajudaram nas minhas ideias. Mas quando eles perceberam a felicidade que eu estava depois dos eventos que participei e das histórias de lá, eles me apoiam na medida do possível. Tanto que minhas irmãs também participaram de cosplay em eventos, e sempre estamos com ideias novas para fazer. Quanto aos meus amigos, eu tive tanto aqueles que me apoiaram e ainda me davam sugestões do que eu poderia fazer futuramente (e elogiavam os cosplays que conseguia fazer), quanto aqueles que me zombaram pessoalmente e nas redes sociais falando que eu era velha demais pra “brincar” disso e que era falta de louça pra lavar (sério, foram comentários pesados mesmo, me deixaram muito magoada na época).

Gustavo: Eles acham que sou doido! Kkkk

Juliana: Meus amigos sempre foram desse “nicho” nerd/geek, então sempre gostaram. Inclusive alguns deles também são cosplayers, então sempre me apoiaram. Minha família também me apoia, minha tia faz curso de corte e costura e se tornou minha cosmaker, assim crescemos eu e ela, ela na costura e eu na arte cosplay.

Sarah:  Ao meu lado existem aqueles que apoiam e aqueles que acham que é a maior pagação de mico… E ainda aqueles que acham que é besteira, que é coisa de quem não tem o que fazer e por aí vai. Mas, vamos focar na parte boa de quem vê que o trabalho que dá e reconhece como uma realização pessoal, o que for ruim a gente só descarta e pronto.

Suelen: Meus pais sempre apoiam as ideias que partem de mim ou das minhas irmãs, então num primeiro momento eles acham graça, mas no fim sempre acabam opinando no resultado final do cos!

 

  1. Qual a maior dificuldade que você encontra para a confecção dos cosplays?

Adam: O maior problema é encontrar os materiais, tanto a “matéria-prima” quanto os objetos para trabalhar que as vezes não são tão acessíveis. Por sorte, minha namorada e minha sogra ajudam muito com os tecidos e com as ideias para os santos improvisos.

Allan: Encontrar as vestimentas certas. A procura em sites, lojas físicas costuma demorar até achar o que realmente precisa, apesar de que acho até divertido procurar as roupas por aí.

Ana: Geralmente é na customização dos detalhes de cada personagem que a gente escolhe. Quando eu pretendo fazer um personagem, ele deve estar perfeito nos mínimos detalhes. Dessa forma, fazer personagens que possuem armas ou acessórios que exigem trabalho manual sempre são muito trabalhosos e acabo deixando mais de lado. Fora isso, há também as perucas (que cada personagem é de uma cor, tamanho e formato distinto) que sempre são trabalhosas para achar e colocar na cabeça. Sendo assim, eu sempre busco aqueles personagens que tenham a mesma tonalidade do meu cabelo (castanho claro), com acessórios fáceis de adquirir e roupas fáceis de confeccionar ou comprar em lojas.

Gustavo: A grana para comprar o material.

Juliana: Acredito que por terem muitos detalhes, as roupas acabam sendo caras, é preciso planejar bem e com calma. Os acessórios são a parte mais difícil para mim.

Sarah: A maior dificuldade é encontrar costureiras que façam exatamente o que imaginamos do personagem, por isso a minha escolha tem sido customizar o máximo que consigo, assim o resultado sai melhor como espero do que se fosse feito por outra pessoa, evitando a decepção que tive com o meu primeiro cosplay que a cosmaker fez uma coisa impossível de ser usada.

Suelen: Tudo depende do personagem escolhido, mas no geral são as roupas. Na confecção os desafios vão desde encontrar o tecido no tom certo até a interpretação da costureira, essa parte costuma ser a mais difícil. haha.

 

  1. O que você acha mais divertido em fazer cosplay? 

Adam: A melhor coisa é poder interpretar o personagem que estou vestindo, tanto que um dos mais legais foi o Coringa – fiz a versão Esquadrão Suicida em 2016 –, pois requer uma interpretação mais forte que os outros ao meu ver. Além disso, fazer um personagem de apelo mais infantil, como Homem-Aranha é especial pela interação com os pequenos nos eventos.

Allan: Interação com as pessoas eu acho divertidíssimo, a felicidade no rosto ao reconhecer o personagem e me abordar com carinho e respeito (o que sempre ocorreu) é extremamente gratificante e uma das coisas que me motiva a continuar sempre fazendo cosplay.

Ana: O mais divertido de tudo de estar de cosplay nos eventos é receber o carinho das pessoas quando elas pedem fotos ou até nas redes sociais quando você comenta sobre o seu cosplay em grupos do Facebook. É muito gratificante ver tanto as crianças (que são muito genuínas em expressar o quanto gostam do seu personagem) quanto vários adultos elogiando seu trabalho ou apenas comentando algumas características do personagem em questão.
Além disso, é muito legal também incorporar as características de cada personagem, podendo ser mais livre em fazer coisas engraçadas, por exemplo. Quando eu faço o Cosmo eu me permito ser bem engraçada e brincalhona, o que me permitiu conhecer muitas pessoas e interagir sem medo de ser feliz.

Gustavo: Fazer a alegria das crianças e poder dar muitas risadas com meus amigos.

Juliana: Eu adoro o fato das pessoas poderem encontrar com seus personagens favoritos no meio da vida real!

Sarah: A parte mais divertida é quando a gente veste a roupa, se torna o personagem e faz vaaaaaarios amigos amantes do mesmo universo, com certeza a parte mais divertida é a interação tanto com o público que acompanha, quanto com os amiguinhos da área.

Suelen: Acho que a possibilidade de representar alguém diferente, que tem algum tipo de poder, sabe lutar ou é engraçado de alguma forma é a parte divertida! E quando as pessoas te olham e sorriem porque reconhecem o personagem, o sorriso vale demais a pena!

 

  1. Diga um personagem que você tem vontade de fazer e por quê? 

Adam: É uma pergunta difícil de responder porque a cada filme/série nova, aparece um personagem que você gosta muito e gostaria de interpretar, o que dá margem para um novo cosplay. Com certeza quero fazer o StarLord, gosto muito do personagem, é um dos meus preferidos na Marvel e ainda não tive oportunidade de fazer.

Allan: Sandor Clegane ou Nazgul. São personagens fortes e que impõe medo além de ter uma aparência muito badass. Sandor Clegane eu não possuo altura nem corpo pra fazer ele e Nazgul quem sabe um dia!

Ana: As ideias de cosplays futuros são várias na verdade, mas o que mais quero fazer futuramente são as clones de Orphan Black, em especial a Cosima Niheaus. O porquê de querer fazer esse personagem especificamente está no fato dela ser uma cientista espetacular e ter uma personalidade tão incrível (eu sou cientista como ela, o que influencia ainda mais querer ser ela por um dia).

Gustavo: Cavaleiro Negro do filme Mont Python. Pq acho que iria ficar animal fazer esse cosplay com os membros sendo cortados kkkkk (só iria ficar bem foda de fazer essa interação, mas iria ser muito look.

Juliana: Sakura Card Captors. Amo as roupas dela e foi um desenho que me marcou muito na infância!

Sarah: Morro de vontade de fazer a Tinkerbell, ela foi a minha primeira escolha de personagem para fazer, me identifico demais com ela e tive uma aprovação incrível de pessoas próximas para fazê-la, infelizmente deu errado a roupa mas logo, logo ela sai!

Suelen: Ms Marvel! Me identifico muito com a Kamala, ela é divertida, tem seus amigos, seus deveres com os pais, sua religião e precisa salvar Jersey City, mas em meio a tudo isso ainda encontra espaço para escrever fanfic! Tirando a parte de salvar a cidade, nós somos iguaizinhas haha! Então é com certeza a personagem que eu morro de vontade de fazer!

Mais uma vez o Dinastia Geek agradece todo o carinho, atenção e simpatia de todos os nossos entrevistados. É para vocês que escrevemos! Nosso muito obrigado!

Adam William

23 anos, São Paulo/SP, Estagiário de Marketing

Allan Rodrigues

22 anos, Mogi das Cruzes/SP, técnico de enfermagem.

Ana Laura Furlan Blanco

25 anos, Olímpia/SP, Bióloga

Gustavo Denarde

28 anos, Araras/SP, Autônomo

Juliana Agostini

25 anos, Santo André/SP, Veterinária

Sarah Souza

26 anos, Várzea Paulista/SP, Professora

Suelen Graziella de Melo

27 anos, Campinas/SP, Atendente de Secretaria

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