Crítica | Jogador Número 1

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Quando saímos do cinema depois de assistir um bom filme, podemos sair pensando de duas maneiras. Primeiro, que nos divertimos muito e que o filme cumpriu a sua função como entretenimento, ainda que não seja memorável (passadas duas semanas, ele é apenas mais um bom filme que assistimos) ou da segunda maneira que é quando demoramos instantes para sair da cadeira porque sabemos que ali foi escrito um pequeno pedaço da história do cinema. Foi assim que deixei a sessão de Jogador Número 1.

Sabe aquela sensação que temos quando assistimos Goonies pela primeira vez, com todos aqueles personagens deliciosos, dos quais gostaríamos de ser amigos e mergulhar em uma aventura? Pois é exatamente assim que me senti.

Jogador Número 1 brinca com seu coração. Não, não apenas por todas as milhares de referências que são bombardeadas a todo minuto, mas pela construção da história. Por cada personagem que se entrega na trama e nos faz nos afeiçoarmos deles. Os high 5 são absolutamente incríveis! Principalmente os dois japonesinhos  (Win Morisaki e Philip Zhao)! Sim, Mark Rylance talvez seja um tanto quanto forçado como James Halliday, mas ainda assim, eu o adoro e quero procurar todas as pistas que ele quiser me dar! Eu sempre amei Simon Pegg desde que ele atirava vinis em Zumbis, então, sou suspeita por adora-lo. Mas no fim, nos apaixonamos por Art3mis, nos tornamos melhores amigos de Aech e queremos ser como Wade Watts! Simples assim.

A história se passa em 2045. Em um mundo complicado, as pessoas preferem fugir à realidade através de um jogo chamado OASIS, onde você pode ir onde quiser e ser quem quiser. Quando seu criador, James Halliday, morre, ele deixa uma prova: Uma caça ao tesouro. Quem conseguir desvendar seus easter eggs e encontrar as chaves para os seus enigmas ganha acesso à sua fortuna e se torna o dono da OASIS. E que caça ao tesouro deliciosa!!

O livro, de mesmo nome, de Ernest Cline é maravilhoso e sua história foi muito bem transformada em um excelente roteiro, mas a decisão de entregarem a direção ao mestre Steven Spielberg foi acertadíssima! As cenas de batalha, de aventura, as fugas, são todas extremamente bem dirigidas, e os efeitos visuais são de tirar o fôlego! Não há um único momento onde você consegue desgrudar os olhos da tela!

Dica: Assista em IMAX! Vale cada centavo! O CGI está perfeito! Não há o que falar! É o que Spielberg faz de melhor!

Sobre o que mais esperamos ver no filme: as referências? Impossível pegar todas elas, nem que vocês assistam em câmera lenta umas 15 vezes. Sério! Cada quadrante do filme é um festival de personagens e momentos que conhecemos e amamos. Todos eles deixariam o Capitão América louco!

O ponto alto se dá quando um filme bem famoso de 1980 é apresentado majestosamente no meio do filme. Sério! Pulei da cadeira! SEN-SA-CI-O-NAL! São jogos, quadrinhos, filmes, e tudo  mais, jogados a sua frente o tempo inteiro. Apesar de alguns problemas com liberação de personagens (Como a Disney que não liberou os direitos dos personagens de Star Wars), pelo menos, para mim, não prejudicou em nada. O próprio Spielberg não quis que usassem seus personagens clássicos no filme, mas os trolls da produção conseguiram inserir uns Gremlins aqui e ali sem que o patrão percebesse…

Se nada do que eu disse até agora convenceu você a correr para o cinema nessa quinta-feira, 29, outra coisa irá: a incrível trilha sonora! Anos 80, amiguinhos! Todas aquelas músicas que até hoje embalam nossa vida, que nos fazem dançar e cantar em voz alta estão lá! E pontuam o filme como se fosse um personagem. Hey, Spotify! Quero minha playlist!!!

Jogador número 1 é uma grande homenagem a tudo o que amamos na Cultura Pop. Ele reverencia, principalmente, o cinema, de maneira que pensamos em como ninguém fez isso antes? É lindo ver tudo aquilo junto e ainda assim o que importa é que o filme é uma deliciosa e incrível aventura. Para ver e rever 15 vezes… Em câmera lenta.

Quando saímos do cinema depois de assistir um bom filme, podemos sair pensando de duas maneiras. Primeiro, que nos divertimos muito e que o filme cumpriu a sua função como entretenimento, ainda que não seja memorável (passadas duas semanas, ele é apenas mais um bom filme que assistimos) ou da segunda maneira que é quando demoramos instantes para sair da cadeira porque sabemos que ali foi escrito um pequeno pedaço da história do cinema. Foi assim que deixei a sessão de Jogador Número 1. Sabe aquela sensação que temos quando assistimos Goonies pela primeira vez, com todos aqueles personagens deliciosos, dos…
Em 2044, Wade Watts, assim como o resto da humanidade, prefere a realidade virtual do jogo OASIS ao mundo real. Quando o criador do jogo, o excêntrico James Halliday morre, os jogadores devem descobrir a chave de um quebra-cabeça diabólico para conquistar sua fortuna inestimável. Para vencer, porém, Watts tem de abandonar a existência virtual e ceder a uma vida de amor e realidade da qual sempre tentou fugir.

Jogador Número 1

Roteiro
Direção
Efeitos Visuais
Personagens
Trilha Sonora
Adaptação

ESPADAS

Em 2044, Wade Watts, assim como o resto da humanidade, prefere a realidade virtual do jogo OASIS ao mundo real. Quando o criador do jogo, o excêntrico James Halliday morre, os jogadores devem descobrir a chave de um quebra-cabeça diabólico para conquistar sua fortuna inestimável. Para vencer, porém, Watts tem de abandonar a existência virtual e ceder a uma vida de amor e realidade da qual sempre tentou fugir.

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