Crítica | Deadpool 2 (SEM SPOILERS) – Inovar não é a receita do sucesso, divertir, sim!

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Assim que saí da sessão de cinema, ainda na empolgação do filme, fui indagado pelo meu amigo, e editor do site, Bruno Sena, se era melhor que o primeiro Deadpool? Na hora comecei a pensar no que cada filme tinha de melhor e conclui que, tanto faz, porque este filme não queria ser melhor, talvez maior, mas ambos empolgam sem a pretensão de concorrer entre si.

Sim, Deadpool 2, tem tudo que o primeiro filme tem de melhor, quebra da quarta parede, piadas sexuais, tiradas referenciando a cultura pop e até melhora em alguns aspectos como história e cenas de ações, enquanto o anterior é focado exclusivamente na piada, este tenta construir um arco dramático (sim, isso que você leu) e dar algumas substância, mesmo que pouca, aos personagens.


Tá, eu falei que não ia comparar e já comparei, mas é que a essência do filme é referenciar, seja a Marvel, DC, a própria Fox, entre outros filmes e personagens da cultura pop, chegando ao ponto do roteiro pegar piadas que foram feitas no primeiro longa e refazendo-as de maneira
overpower, e talvez, aí, seja seu ponto fraco, porque perdeu o frescor, a novidade, a surpresa.

Dirigido pelo homem que matou o cachorro de John Wick, David Lynch, o filme começa com um prólogo onde o expectador é situado em o que aconteceu com o mercenário desde a última vez que o vimos. Com cenas de ação engraçadíssimas, e muito bem coreografadas, acompanhamos o tagarela e já temos noção do alto nível de violência que nos espera.


Cabe aqui dizer que esperava um pouco mais do diretor, que também dirigiu
Atômica, em cenas que poderiam ser menos genéricas. A fotografia, ousada em algumas partes, não empolga, e lembra uma reciclagem de Transformers, talvez pelo mesmo diretor de fotografia, e perde muito quando o CGI é mais exigido, chegando a denotar uma textura diferente. Porém, quando ele arrisca mais, o filme rende cenas plasticamente lindas. O design de produção está incrível e alguns elementos já apresentados anteriormente ganham detalhes muito bem resolvidos. 

Não sei se elogio ou critico o roteiro. É sério, porque a impressão que dá é que temos brilhantes esquetes de humor intercaladas com ligações frágeis e inverossímeis entre elas. A estrutura no primeiro ato, lembra demais Exterminador do Futuro 2, mas sem a profundidade politica do filme de James Cameron, O próprio Wade Wilson, nos dá a dica, o roteiro é fraco, e por isso acaba por validando o texto como se ele fosse fraco propositalmente, afinal é um filme do Deadpool, não há necessidade aprofundadamente ou motivações, aqui é na base da zoeira, a premissa do herói permite isso.

Realmente isso funciona até certo ponto, principalmente com o protagonista em tela, mas por outro lado, faz com que alguns personagens sejam subutilizados ou simplesmente jogados na trama, pra servirem de escada para alguma piada. Caso do Cable, interpretado por Josh Brolin, que tinha um visual incrível, mas que parecia não ter muito o que entregar, já que não tinha o background substancial. O urso que carregava chegou ser esquecido, a ponto de precisarmos que o próprio Deadpool nos lembre que está em sua cintura.

Morena Baccarin é outro caso. Vanessa parece que só tem uma função no roteiro e seu envolvimento dramático, que é catalisador para a jornada de Wade wilson, é artificial demais, e, porque não, óbvio. Praticamente só usou um set pra sua participação.


Zazie Beetz é uma grata surpresa no papel de Dominó, carismática, a atriz rouba a cena toda vez que aparece e seu poder é muito bem explorado, rendendo um dos melhores momentos do filme. Queremos ver mais dela em X-Force.

Nem é preciso dizer que Ryan Reynolds está cada vez melhor no papel do protagonista, poucas vezes um personagem encaixou tão bem como ator e vale lembra que também é creditado no filme como co-roteirista, o que demonstra que toda a vibe dos diálogos vem dele.

Eu poderia ficar falando da parte técnica aqui, mas sinceramente não faria jus a diversão e as risadas que dei durante sua sessão. Todo o senso de descrença possível deve ser usado em Deadpool 2, sério, porque o filme é mais do mesmo, mas entrega diversão gratuita, sem pretensão ser um Guerra Infinita, e sem querer se impor como algo sério, realista e factível.


A Mansão Xavier está de volta, com Colossus, Míssil, mas continua
(quase) vazia. O filme ainda rende uma participação incrível de um ator na pele do x-men Vanisher, algumas referências ao uniforme cinza do tagarela, além de um Personagem surpresa que vale a pena você descobrir na sala de cinemas. Ah, as cenas pós-créditos são incríveis, sendo a última a melhor cena já feita em filmes de heróis.

Deadpool 2 funciona no caos que é o universo do mercenário, e só ali, não precisa pertencer a universo algum, não precisa nem de X-Men famosos (RISOS), não precisa ser complexo, apesar deixar alguns ganchos para futuras produções. É um filme fortemente recomendado pra quem quer sair da bad e rir sem frescura.

Assim que saí da sessão de cinema, ainda na empolgação do filme, fui indagado pelo meu amigo, e editor do site, Bruno Sena, se era melhor que o primeiro Deadpool? Na hora comecei a pensar no que cada filme tinha de melhor e conclui que, tanto faz, porque este filme não queria ser melhor, talvez maior, mas ambos empolgam sem a pretensão de concorrer entre si. Sim, Deadpool 2, tem tudo que o primeiro filme tem de melhor, quebra da quarta parede, piadas sexuais, tiradas referenciando a cultura pop e até melhora em alguns aspectos como história e cenas de…

DEADPOOL 2

Direção
Montagem
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