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Crítica | Bumblebee – A redenção dos Transformers

Ame ou odeie, Transformers no cinema fez um sucesso explosivo (hehe) com a sua trilogia inicial, e aos poucos foi perdendo público com as continuações não numeradas. Eu que sempre curti o desenho geração 1 nos anos 80, e até algumas séries seguintes como a Beast Wars que passava nas manhãs de sábado na Record, achava os filmes uma desculpa para grandes explosões e takes sensuais de Megan Fox. Felizmente, Bumblebee veio para atrair o público raiz dos bonecos da Hasbro, e atrair um novo público que gosta de filmes bem roteirizados e menos megalomaníacos.

O filme conta a história de Bumblebee (ainda B-127), um dos soldados da resistência Autobot, é enviado a terra por Optimus Prime para estabelecer uma base na terra e sobreviver ao ataque massivo dos Decepticons ao seu planeta natal Cybertron. Ao chegar na Terra, Bumblebee acaba sendo perseguido pelo Decepticon, Blitzwing, seu rival e inimigo, e depois de se ferir gravemente em batalha, acaba se disfarçando na forma de um fusca amarelo, e fica adormecido até que a determinada e solitária Charlie (Hailee Steinfeld) o encontra, e ganha o fusca de presente de aniversário. Toda a estrutura do filme é montada para contar a relação entre Charlie e Bumblebee, numa dinâmica bem E.T. O Extraterrestre (1982).

O filme passar nos anos 80 trás um acerto estético e sonoro pro longa, Charlie é a típica adolescente do final dos anos 80, acorda dando play no seu Walkman, ouvindo The Smiths, e sendo mal humorada pela manhã. A jovem trabalha numa loja de cachorro quente num parque de diversões, sofre bullying das garotas populares, e tem ma família tradicional que se junta todas as noites para assistir Alf- O Eteimoso. Charlie, que se sente sozinha desde o falecimento de seu pai, encontrou finalmente alguém para compartilhar seus sentimentos, enquanto Bumblebee ainda debilitado da batalha inicial está parcialmente sem memória, e age como um robô trapalhão com uma mente quase infantil. A dinâmica dos 2 funciona muito bem, e você vai se sentir parte dessa jornada inúmeras vezes.

John Cena aparece bem como um agente militar americano, e seu papel estereotipado e caricato se enquadra bem na atuação limitada do mito dos ringues. Na parte dos Decepticons, temos Shatter e Dropkick, que após rastrear uma chamada de rádio do Bumblebee, vem para terra para descobrir o paradeiro de Optimus Prime, e tem um plano para atrair um exército de Decepticons para a terra.

Se tem algo que o diretor Travis Knight consegue entregar nesse filme é a quantidade de sentimentos que ele consegue envolver seu público. O filme é divertido como um clássico da sessão da tarde, mas também consegue emocionar pelo elo de amizade e superação da dupla protagonista. Memo, vizinho Nerd e apaixonado por Charlie também tem uma boa participação na jornada, e funciona bem nos momentos de alívio cômico. As cenas de luta finalmente são feitas de maneira com que você consiga entender o que está acontecendo em tela, e o modo como a câmera age enquanto os Transformers batalham é responsável por esse sentimento agradável, além da excelente renderização dos robôs, que agora tem mais textura com poeira ou líquidos, deixando de ser aquele monte de metal fundido se mexendo.

A trilha sonora conta com um monte de músicas populares nos anos 80, e a a trilha original não deixa a desejar. O experiente Dario Marianella faz um excelente trabalho de composição, e a trilha não passa em branco em momento nenhum do filme. A fotografia do filme é bonita e simples, principalmente em momentos mais intimistas, e a direção de arte entrega bem a estética já conhecida dos anos 80.

Bumblebee é aquele filme família que a gente cansou de assistir na sessão da tarde, e esse é um grande elogio vindo de uma franquia que não conseguia agradas os fãs originais dos personagens, apesar de ser juntamente o seu ponto fraco do roteiro. Se você é fã dos personagens desde a geração 1, os 5 minutos iniciais do filme já mostram que esse filme é pra você. Se você é novo na franquia, esse filme é justamente o que você precisa para gostar dos Robo-carro-gigante, e se você gosta dos 5 primeiros filmes do Michael Bay, esse filme tem ação suficiente feita com qualidade para você gostar também.

Avaliação

Roteiro8
Direção 10
Efeitos Especiais10
Direção de Arte/Fotografia8
Trilha Sonora9
9

Resumo

1987. Refugiado num ferro-velho numa pequena cidade praiana da Califórnia, Bumblebee, um fusca amarelo aos pedaços, machucado e sem condição de uso, é encontrado e consertado pela jovem Charlie (Hailee Steinfeld), às vésperas de completar 18 anos. Só quando Bee ganha vida ela enfim nota que seu novo amigo é bem mais do que um simples automóvel.

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Bruno Sena
Carioca, fã do Superman e de quadrinhos em geral, além de jogar mais games do que deveria. Xbox live Gamertag: BrSena14