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Crítica | Bohemian Rhapsody

Aqui em casa nós fomos criadas com leite e Queen (hahaha). A paixão foi aumentando junto com a idade e hoje Queen é uma das minhas bandas favoritas.

Quando as primeira imagens de Bohemian Rhapsody começaram a aparecer as expectativas foram lá em cima e a contagem de dias no calendário começou. 

Bohemian Rhapsody prometia contar a história do Queen, sua música e seu extraordinário vocalista, Freddie Mercury. E dentro de suas limitações, acredito que nós fãs recebemos um longa emocionante, cativante e fascinante.

O roteiro de Anthony McCarten apresenta a história da banda com ênfase em Freddie, mostrando desde a formação, até as brigas e, claro, a fantástica criação de sucessos como a música que dá título ao filme, We Will Rock You e (minha favorita) Love of My Life.

As festas, as drogas, o sexo e os escândalos são apresentados de maneira branda em Bohemian, e apresenta sem medo, a sexualidade de Mercury. O longa ainda se esforça para mostrar quão importantes os outros três membros do Queen foram para o sucesso de Mercury.

Rami Malek é um monstro. O ator encarna Freddie Mercury de maneira brilhante, replicando bem cada um de seus trejeitos. Os outros membros do elenco (Ben Hardy, Gwilym Lee e Joseph Mazzello), também entregam muito bem seus papéis. É nítido que todos estudaram profundamente cada persona.

A fotografia de Newton Thomas Siegel consegue encantar por meio da iluminação, e tornar os atores ainda mais parecidos com os membros da banda. Destaque a semelhança assombrosa de Malek e Mercury na cena da coletiva de imprensa.

Outro destaque fica no uso de reflexos para mostrar outros ângulos, as lentes dos famosos óculos de Freddie são usadas como espelhos para cenas mais dramáticas, como na consulta com seu médico e a imagem do profissional é apenas refletida nas lentes dos óculos do cantor. Os cortes e transições inteligentes que deixam o longa mais dinâmico.

Mais um acerto da direção é mesclar as plateias dos maiores shows (Rock in Rio e Live Aid) com imagens reais destes festivais.

Bohemian Rhapsody é sustentado por música do início ao fim. A trilha traz as mais icônicas canções da banda que tornaram o Queen a maior banda de rock de todos os tempos (na minha humilde opinião). Na minha sessão era possível ouvir todo mundo cantando baixinho e junto. Durante a execução de We are the Champions a cena muda para uma quase sem som, a platéia seguiu cantando a música (foi emocionante).

Sem parecer documental, a direção aproveita cada segundo que tem disponível para apresentar as características fascinantes do Queen sem perder o fôlego. É possível que a única falha do filme esteja na linearidade do roteiro. Uma história convencional de crescimento, obstáculo e redenção, que entrega simplicidade para retratar a história de alguém tão intenso e lendário.

Bohemian Rhapsody ainda que tenha defeitos,  é um grato presente aos fãs de Queen, que reencontram um dos maiores ícones do rock. Talvez quem busca conhecer a verdadeira história do grupo, não encontre o que procure, mas na pior das hipóteses serão 2h da melhor música que você vai ouvir.

Avaliação

Roteiro8.5
Fotografia10
Edição 10
Trilha Sonora10
Figurino10
Direção 9.5
Atuação 10
9.7

Resumo

Bohemian Rhapsody é uma celebração exuberante do Queen, sua música e seu extraordinário cantor principal Freddie Mercury, que desafiou estereótipos e quebrou convenções para se tornar um dos artistas mais amados do planeta. O filme mostra o sucesso meteórico da banda através de suas canções icônicas e som revolucionário, a quase implosão quando o estilo de vida de Mercury sai do controle e o reencontro triunfal na véspera do Live Aid, onde Mercury, agora enfrentando uma doença fatal, comanda a banda em uma das maiores apresentações da história do rock. Durante esse processo, foi consolidado o legado da banda que sempre foi mais como uma família, e que continua a inspirar desajustados, sonhadores e amantes de música até os dias de hoje.

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Bia Lourenço
Bia Lourenço, paulistana, formada em Design Digital e Pós-Graduada em Eventos. Apaixonada por Harry Potter, Mulher-Maravilha, Batman, Sakura Cardcaptors, Turma da Mônica e Star Wars. Autora no blog www.biialou.com