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Crítica | Black Mirror: Bandersnatch – Vivemos a experiência

Desde o lançamento de Black Mirror pela Netflix, uma de suas obras-primas, fui um dos grandes apreciadores da trama, pela ousadia em tratar os temas e pela forma com que eram abordados. Com episódios ruins, bons e outros excelentes a série é uma grande experiência por si só.

Quando começaram a surgir os rumores de um episódio interativo da série e depois quando veio a confirmação, minha ansiedade foi a mil para saber de que forma seria explorado esse recurso através do serviço de streaming. Fui surpreendido pela forma magnífica que Bandersnatch trouxe isso para nossas residências.

Em um breve resumo, Black Mirror: Bandersnatch conta a história do desenvolvedor de games Stefan que é fascinado pelo livro Bandersnatch, o qual narra uma espécie de RPG, aonde as decisões do personagem principal são tomadas pelo próprio leitor. Visto sua paixão pelo livro, Stefan está em processo de desenvolvimento de um jogo baseado na obra.

Afim de expandir a divulgação e promoção do jogo a partir da sua demo, Stefan busca apoio da grande corporação de jogos Tuckersoft, que agencia um dos maiores programadores do seu tempo, Colin Ritman, que também é o grande ídolo de Stefan no mundo dos jogos.

O que contei a vocês é exatamente a história base do filme. O restante? Bom, aí você é que vai decidir! O sistema da Netflix de interatividade implantado para este filme funciona a partir de escolhas para com o protagonista da série.

Nos momentos de escolha, surge uma barra no inferior da tela nos fornecendo duas opções, as quais selecionamos através do controle da TV (por conta disso, Bandersnatch fica restrito a certos dispositivos). Temos até 10 segundos para a tomada de decisão, e caso não seja feito, a história segue por si só. As escolhas partem de qual será o prato do café da manhã de Stefan, até aceitar ou não uma proposta de parceria capciosa.

A ideia da interatividade é tão maluca e imersiva, que por momentos você se vê realmente jogando um jogo de escolhas a partir da manipulação do personagem, seja para o bem ou para o mal. O sistema não funcionaria tão bem se fosse utilizado em uma outra história se não em Bandersnatch, já que a temática é toda voltada ao entretenimento baseado em escolhas do jogador.

A Netflix foi capaz de revolucionar a forma de ver séries e filmes com este novo capítulo da saga de Black Mirror. Em poucas horas de lançamento, milhares de comentários e possíveis finais e consequências da história de Stefan surgiram pela internet. A história pode durar de 15 minutos até cerca de 1h40, tudo dependendo da sua sequência de escolhas para trama, que beiram 45 ao todo para que você possa ver todos os finais possíveis.

Por não ser uma história linear, Bandersnatch promete gerar discussões por muito tempo nas redes sociais. “Qual foi o final que você viu? Que escolha você fez?”. Perguntas como essa já estão rondando a rede e a tendência é que aumentem cada vez mais.

No seu dia de estreia, pudemos não assistir a Black Mirror: Bandersnatch, mas sim vivê-lo. Com toda certeza vamos participar da experiência muitas outras vezes mais, afinal que outras consequências da história podemos descobrir na próxima vez?

E você? Já viveu a experiência de Bandersnatch? Qual final mais curtiu e qual foi o que mais te surpreendeu? Conta pra gente nos comentários!

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Raphael Riveiro
Idealizador do Dinastia Geek, fanático por séries e games, engatinhando no mundo das HQs. Harry Potter, o universo Tolkien, Liga da Justiça e Tim Burton são o melhor do maravilhoso universo nerd/geek!