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Crítica | Bird Box (Netflix)

A Netflix tem, cada vez mais, investido em seu catálogo por meio de filmes do próprio serviço de streaming. Bird Box é mais um que entra para esse hall, por intermédio de uma trama misteriosa e tocante.

O filme mostra a jornada de Malorie (Sandra Bullock) protegendo, com todas as forças, seus dois filhos enquanto busca um refúgio durante uma fuga pela floresta. O mundo está assolado por um misterioso fenômeno que causa o suicídio de pessoas que ficam frente a frente com algo que causa tal reação. Por conta disso, a sobrevivência é mantida por meio de olhos vendados por todo percurso que realizam a céu aberto, já que as criaturas, que supostamente causam o suicídio, estão a solta por qualquer lugar.

Toda a trama se passa num cenário pós-apocalíptico, intercalando entre as cenas frenéticas de fuga da mãe e filhos para um outro ambiente em que Malorie convive com outros sobreviventes. Entre eles está Tom (Trevant Rhodes), Shannon (Sarah Paulson) e Douglas (John Malkovich), cada um com seu ponto de vista para sobrevivência no local, o que não é nada recomendado para um futuro apocalipse, já que a melhor forma de sobreviver é através da união do grupo.

A primeira vista, pensei que veria um suspense semelhante a Um Lugar Silencioso. Realmente em alguns momentos, a jornada de Malorie e as crianças na floresta nos traz tensão e apreensão, principalmente pela cegueira imposta a eles. Mas o misticismo e o desfecho mal contado para explicação das criaturas da floresta me decepcionou, levando a categorizar Bird Box como um daqueles filmes pós-apocalípticos sem uma explicação justa.

Não só voltado para ficção, o papel de Sandra Bullock faz com que Bird Box nos dê uma bela lição de instinto materno e familiar, representado pelo personagem de Malorie. A mãe passa por cima de tudo e todos pelos filhos, e batalha pelo filme todo em prol da segurança e sobrevivência deles. A entrega de Sandra ao papel e a interação com o personagem de Trevant Rhodes são destaques que merecem ser citados, já que elevam o filme a um patamar superior ao da mesmice do suspense pós-apocalíptico.

Partindo para os aspectos técnicos, a trilha sonora do filme é sutil, não incomodando e nem surpreendendo, servindo apenas como coadjuvante para um conjunto entre a fotografia e os estilos de filmagem escolhidos pela diretora Susanne Bier.

Tal conjunto funciona bem, e nos traz um sentimento imersivo no desespero de Malorie durante a jornada de dois dias pela floresta com seus filhos. O maior destaque técnico é uma cena da correnteza, em que a sessão da CCXP rendeu aplausos ensurdecedores para a atuação de Sandra e a montagem da cena.

Mesmo não dando uma explicação para as criaturas, o filme tem um final esclarecedor para o objetivo que foi proposto, Bird Box consegue entregar uma mescla de uma boa história de espírito materno e protetor através do drama da personagem de Sandra Bullock, mas falha na fatia de suspense e terror que o filme prometia entregar pelo seu trailer.

Avaliação

Roteiro6
Atuação9
Direção7.5
Fotografia8.5
7.8

Resumo

Em um mundo pós-apocalíptico, Malorie (Sandra Bullock) e seus filhos precisam chegar em um refúgio para escapar do Problema, criaturas que ao serem vistas fazem pessoas se tornarem extremamente violentas. De olhos vendados para nao serem afedaos, a família segue o curso de um rio para chegar à segurança.

2 Comentários

  1. Concordo com a crítica, esperava muito mais por tratar-se de suspenso e confesso que a trajetória e o desfecho me emocionou em alguns pontos. A interpretação dela que cresceu como mãe na história me emocionou principalmente quando ela percebe que agiu de maneira diferente com os dois pequenos, e na eminência de uma catástrofe se derrete ao demonstrar o tamanho desse amor e assumir que errou.

    1. Oi Jaque! Exatamente isso que senti. O suspense é fraco, mas o filme só ganha no drama e emoção criado pela personagem da Sandra.
      Obrigado pelo seu comentário 🙂

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Raphael Riveiro
Idealizador do Dinastia Geek, fanático por séries e games, engatinhando no mundo das HQs. Harry Potter, o universo Tolkien, Liga da Justiça e Tim Burton são o melhor do maravilhoso universo nerd/geek!