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Crítica | Aquaman – O Melhor filme da Warner/DC

Se alguém me dissesse algum dia que Aquaman seria o melhor filme do universo cinematográfico da DC Comics, eu acharia que seria uma boa piada e riria de rolar no chão. Apesar de ser um grande fã do personagem, principalmente por causa da fase escrita por Peter David e claro, sua redenção nos Novos 52, Aquaman sempre foi motivo de piadas, desde a época de Super Amigos.

O filme é baseado na história contada na fase Novos 52, desenhada por Ivan Reis e escrita por Geoff Johns, que também fazem parte da produção desse longa. Ivan Reis ajudou com a parte artística do filme, criando todo o conceito, enquanto Geoff Johns foi o responsável pelo argumento do filme, isto é, a historia que dá base ao roteiro de Will Beall e David Leslie Johnson. Não à toa o filme referencia o tempo inteiro o conto em quadrinhos, e faz do filme o mais próximo de uma adaptação literal dos quadrinhos nesse Universo mais atual da DC nos cinemas. 

Na história, Arthur Curry segue diretamente após a trama de Liga da Justiça, onde o mestiço vive tranquilamente com seu pai e ajuda as pessoas nos mares e nas costas. O problema é que seu meio irmão Orm quer se proclamar Mestre dos Oceanos pela força, e levar uma guerra até a superfície para destruir todos os humanos. Aquaman se junta a Mera, e parte atrás do Tridente do Rei Atlan, para tentar destronar Orm e trazer a paz para os oceanos e para a superfície.

Aquaman conta com a direção de James Wan, conhecido do público por trabalhar em filmes de terror famosos como Jogos Mortais, Invocação do Mal, Annabelle, e fazer um dos melhores filmes da franquia Velozes e Furiosos. Wan conseguiu fazer um filme épico, mas que não tenta ser grandioso pelo excesso. O filme é redondo, tem uma trama simples, e até bem conhecida do público. Não é a jornada do herói que estamos acostumados, principalmente porquê Arthur já começa o filme caído. Ele já não tem mais o que perder, e seu bem mais precioso é a memória de sua mãe. Porém, Aquaman é um filme de ascensão! Arthur aprende durante toda a jornada, e termina o filme como uma pessoa melhor, como um atlante melhor, e principalmente, como um herói melhor. 

O filme é colorido sem ter medo de pesar para um lado ou para outro, ele é vibrante em Atlantis, é escuro onde precisa ser escuro, e é lindo independente do ambiente. A fotografia do filme deixa a gente boquiaberto diversas vezes. Seja por um plano em cima do mar, com o pôr do sol ou nascer do sol servindo como efeito flare, seja em Atlantis com toda a mistura mitológica e tecnológica cheia de neon e tons metalizados, ou em lugares lindos e diferentes dos 7 mares que é melhor você ver para descobrir. As lutas são de tirar o fôlego, dentro do mar ou na terra firme as coreografias de luta são incríveis. Os atlantes tem um jeito próprio de luta, geralmente usando tridentes, enquanto outras raças batalham de sua própria maneira. As cenas de luta geralmente são longos plano sequencia, daqueles que você fica prendendo a respiração esperando a conclusão da frenética batalha. As lutas individuais tem um toque de Matrix, enquanto os planos mais longos lembram bastante Senhor dos Anéis.

Jason Momoa surpreende, e consegue mostrar porque foi escolhido o papel. Aqui ele deixa de ser apenas um cara que age pelo excesso de testosterona, e seu personagem exige algumas camadas diferentes de atuação. Felizmente ele consegue entregar e convencer no papel de Arthur Curry, e mostra que as vezes um bom ator só precisa de um bom roteiro e um bom diretor para mostrar o seu potencial. 

Outro ponto alto do filme é o protagonismo que deram para Mera. Os fãs de quadrinhos sabem que ela é casca grossa, mas o filme mantém ela lutando ao lado de Arthur o filme inteiro! Além de ter cenas grandiosas com a manipulação da água, Amber Heard consegue entregar uma princesa poderosa e uma personagem exemplo de Girl Power. Atlana também tem excelentes cenas, se me falassem que a Nicole Kidman tem 20 aninhos, eu comprava a ideia na hora! 

A trilha sonora do filme é incrível, Rupert Gregson-Williams, que também compôs a trilha de Mulher Maravilha, acerta em cheio na composição, transitando bem em tons menores nas cenas mais sentimentais, e tons maiores misturados nas cenas grandiosas. É interessante como em Atlantis o filme tem uns tons mais metálicos e eletrônicos, enquanto em cenas em em outros lugares o tom vai mudando e te dando a imersão necessária para cada ambiente. Os efeitos especiais do filme estão dignos de Oscar, são todos bem feitos e tem umas cenas grandiosas que vão te fazer ovacionar na sala de cinema, apesar de uma cena ou outra que ainda mereciam um tempinho extra de renderização, o CGI é acima da média e é o melhor do ano.

Eu poderia ficar falando sobre Aquaman por horas aqui com vocês, o filme tem diversas camadas para debater, 2 ótimos vilões com motivações dignas (Que eu não contei muito pra guardar as surpresas), 2 protagonistas que conseguem te entregar o melhor dos personagens, e um universo lindo, variado, e gigantesco para você conhecer. Se isso não for o suficiente para te convencer a ir ao cinema, te garanto que o filme é uma mistura de Senhor dos Anéis, Indiana Jones e Star Wars no fundo do mar.

Hail to the King!

Avaliação

Roteiro10
Trilha Sonora10
Direção10
Direção de Arte/Fotografia10
Efeitos Especiais10
10

Resumo

Arthur Curry (Jason Momoa), mais conhecido como Aquaman, ainda é um homem solitário, mas quando ele começa uma jornada com Mera (Amber Heard), em busca de um algo muito importante para o futuro de Atlantis, ele aprende que não pode fazer tudo sozinho.

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Bruno Sena
Carioca, fã do Superman e de quadrinhos em geral, além de jogar mais games do que deveria. Xbox live Gamertag: BrSena14