Coldplay no Brasil, com 2 pontos de vista (nem tão) diferentes…

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A intenção do Dinastia é trazer para vocês o melhor conteúdo sobre tudo que envolve a cultura pop. Então, nós fomos conferir o show do Coldplay, em São Paulo, dia 08/11/2017. Lá fomos nós, eu, como grande fã da banda desde sempre, e minha amiga e co-autora desse texto, Marcelle Suazquita, não tão fã de Coldplay, como alguém que estava indo apenas para se divertir. Depois fizemos, cada uma, um texto com as nossas impressões sobre o show. Esperamos que vocês curtam assim como nós curtimos escrevê-los!

1- Lights will guide me home…

Como muitos leitores já sabem, a proposta do Dinastia Geek não é somente falar sobre cultura pop, e sim agregar todo tipo de entretenimento, como viagens e shows, e foi esse um dos motivos que me juntei à galera.

Mas o que significa para mim, falar de shows/música? Significa uma grande alegria e emoção, pois em minhas veias não correm apenas amor pelo Batman ou séries/filmes, como também uma paixão extrema por viagens e músicas! Por isso talvez tenha sido tão difícil me sentar e escrever sobre o melhor show que fui esse ano (e ano passado rs): Coldplay.

Sou uma grande fã da banda desde 2000/2001, quando ouvi Yellow pela primeira vez em uma loja de discos na minha cidade, no interior de SP, que era onde eu passava o maior tempo das minhas tardes, e daquele momento em diante, nunca deixei de acompanhar a banda. Posso dizer brevemente que eles passaram por uma transformação após a Era Viva, ou uma evolução musical, e demorou um pouco para que eu assimilasse essa nova fase (ou não é apenas uma fase, não sei) mas hoje me sinto ainda muito conectada à banda.

São mais de 16 anos sendo fã, e isso é bem difícil de resumir em alguns parágrafos (quem sabe um dia eu faço um post só sobre isso), pois minha história com a banda é bem pessoal (e longa!) e já tive muitos momentos de emoção com eles, mas apenas quero contextualizar meu sentimento com relação ao shows que fui no último 8 de Novembro.

Parecia impossível mas Coldplay voltou para o Brasil finalizar a turnê, A Head Full Of Dreams,  que começou aqui na América do Sul em 2016. E por que fizeram isso? Porque como o próprio Chris Martin disse, Brasil tem o melhor público do mundo, e eles queriam gravar os shows para um possível DVD/documentário, e nada melhor do que fazê-lo aqui, não é? E vale lembrar também que em 2012 a banda confirmou shows aqui e 3 dias depois os shows foram cancelados sem grandes explicações, que causou grande frustração nos fãs brasileiros. Então foi um combo de alegria para nós, fãs, essa volta da banda.

Mas bom, vim aqui para falar como foi o show, certo? Certo!

O show foi bem parecido, com relação ao setlist, com os do ano passado, porém Coldplay nunca, NUNCA, é igual! Tivemos as músicas clássicas, como Yellow, The Scientist, Clocks, Viva la Vida, que todo mundo conhece, e ouvir o Allianz lotado cantando à plenos pulmões é sempre uma coisa incrível de se ver, e por mais que eu já tenha ido em outros shows da banda, é sempre uma emoção indescritível!

Desde a era passada, os shows estão crescendo cada vez mais e se tornando espetáculos visuais, além da música e cumplicidade que a banda nos mostra, a questão do espetáculo em si é algo que nossos olhos só acreditam quando está ali, acontecendo, de verdade! As cores, os jogos de luzes em cada música, os balões, os confetes de papel, as estrelas voando, as famosas pulseiras que acendem conforme cada batida, é tudo mágico. Dá vontade de morar em show do Coldplay para sempre.

Os 4 músicos, para quem não os conhece, são 4 amigos de longa data que tem um entrosamento  e entrega incrível no palco, inclusive o baterista, Will Champion, que nos agraciou cantando pela primeira vez uma música em shows (e foi lindo) participou de Game Of Thrones, no episódio do Casamento Vermelho, e qual foi o papel dele? Músico da banda do casamento, mas é claro! É ou não é para amar? rs!

 

Falando em integrantes, o que mais se destaca sem duvida é o vocalista, nosso querido inglês Chris Martin. Ele é um frontman incrível e sua energia no palco é incomparável! Você sente que cada corrida que ele dá, nas passarelas enormes que vão de ponta a ponta do estádio, é com toda vontade do mundo! Isso é uma das coisas mais impressionantes da banda… não se pode dizer que eles não se esforçam para fazer um belo espetáculo e para deixar os fãs cada vez mais… fãs! E conseguem!

Eu poderia passar dias falando em como chorei em Fix You, em como pulei em Charlie Brown, em como me emocionei em Yellow, em como foi especial a banda fazer uma música para os “Paulistanos”, em como me sinto feliz e orgulhosa de ser fã dessa banda, mas o que quero realmente te dizer, caro leitor, é: Vá a um show do Coldplay!

Em resumo, o show desse ano foi maravilhoso e sinto que cada vez mais e mais os shows da banda serão incríveis, pois apesar de estarem na estrada há mais 20 anos, eles gostam muito de inovar, e por mais que você vá à vários shows, TODOS eles se tornam únicos e especiais!

2. Céu cheio de estrelas no Allianz

Nunca fui a um show do Coldplay. Não que eu não goste da banda! Quando sua melhor amiga – e coautora desse texto – é a mais fanática fã da face da Terra, você acaba gostando quase que por osmose. Eu apenas não conhecia muita coisa sobre eles. Adorava Yellow, Clocks, The Scientist, Viva la vida e Fix you porque era o que tocava na rádio. No máximo Violet Hill por causa de uma propaganda de Grey’s Anatomy que passava na Sony. Mas meu conhecimento se limitava a isso. De tanto minha coautora falar, acabei me interessando mais e fiquei com vontade de vê-los ao vivo. O show de 8 de novembro, em São Paulo, foi o meu primeiro, então acho que posso falar com certa imparcialidade.

Eu esperava um show e recebi um espetáculo teatral. Uma opera rock que me prendeu do início ao fim. Sim, eu já sabia das pulseiras que piscavam durante o show, de acordo com a música. Mas, de forma alguma, eu esperava aquele deleite visual. Que coisa linda! Todos com as mãos para cima, na escuridão do Allianz, com suas pulseiras mudando de cor a cada música, de acordo com o maestro Chris Martin. Destaque para o estádio amarelo, em Yellow, e para o lindo céu estrelado em Skies full of stars.

No palco e na passarela, um show de luzes, imagens, papeis coloridos picados, pirotecnia bem executada e muita energia. A cada descida na passarela de Chris Martin, comandando explosões de papéis, fumaça e fogos, a multidão ia a loucura. E o que dizer do carisma desse ser humano, tentando – e conseguindo – falar muitas frases em português? Que frontman, minha gente! Que carisma! Cúmulo da fofura em forma de gente! E digo isso com total imparcialidade, como prometi no começo!

A escolha das músicas eu achei excelente! Claro que sempre ficam algumas que a gente gosta de fora, mas nada que desmereça o show. Tanto a voz do Chris quanto o som da banda estavam muito bons. Sim, houve alguns pequeninos erros, até salientados pelo próprio vocalista, porém não atrapalharam. A acústica do Allianz é excelente e o som estava alto e claro. Apenas em alguns momentos houve um pequeno eco.

Dois pontos do show foram os meus preferidos, músicas a parte. A primeira foi a linda e engraçada homenagem a São Paulo, através de uma música que eles disseram terem feito na noite anterior. Era um tipo de Bossa Nova, cantada em inglês, intermeadas de palavras em português como “loucos”. Deram o nome de “Paulistanos” e terminou de conquistar quem eles não tinham feito ainda…

Mas a parte mais incrível, que me fez querer ser fã ardorosa da banda, como a minha melhor amiga, foi ver a importância que os fãs têm para a banda. Não só pela passarela quilométrica que terminava no início da pista comum! A banda se despediu, luzes se apagaram e, de repente, havia um corredor de seguranças no meio da pista comum, seguindo quase até o seu fim. Ali havia um pequeno palco. Quando as luzes se acenderam, lá estavam eles! Em cima daquele micro palco, lá no fim da pista comum, junto de toda aquela gente que chegou tarde e que provavelmente era fã mas não tinha grana para pagar 600, 700 reais em uma pista premium. Eu chorei porque aquelas pessoas foram à loucura! O grito do estádio foi de arrepiar! Uma das coisas mais bonitas que eu vi um artista fazer por seus fãs.

E foi assim que de colaboradora imparcial desse blog, eu me tornei fã de Coldplay.

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