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Alice In Borderland – 1ª Temporada (Netflix) | Crítica

E se um dia como num estalar de dedos, toda a humanidade desaparecesse e você só se visse lado a lado com seus melhores amigos? Assim começa Alice In Borderland, série japonesa da Netflix baseada no mangá de mesmo nome.

Num primeiro momento, fiquei muito curioso em conhecer mais da série pela repercussão que a trama vinha tendo. É difícil algo da cultura oriental estourar por aqui a ponto de superar até produções ocidentais, mas com a expansão do catálogo da Netflix e a consequente globalização dos filmes e séries do streaming, isso tem sido cada vez mais recorrente, o que é muito bom.

Tempos atrás eu duvido muito que esse conteúdo causaria o boom que foi o Twitter e as redes sociais no final do ano passado, até mesmo porque é um tipo de produção que demora muito a ser importada, e quando vem nem sempre é tão acessível. Alice In Borderland chegou a Netflix de fininho, e resolvi dar uma chance, mesmo não sendo atraído por esse tipo de série.

Na trama, acompanhamos Arisu e seus dois amigos, que têm em comum a vontade de largar seus empregos e unicamente viver a vida loucamente. Em uma de suas ações impensadas, acabam sendo perseguidos pela polícia de Tóquio e ficam reclusos em um banheiro público. Passado certo tempo e o barulho da cidade cessado, os três decidem sair de lá e se descobrem totalmente solitários em meio a uma das maiores metrópoles do mundo. O que aconteceu com eles e porque estão ali? Eu sigo me perguntando até hoje enquanto escrevo este texto.

Aos poucos conhecemos um pouco mais da nova sociedade que eles vivem, que apesar de estar totalmente vazia e abandonada, é exatamente a mesma Tóquio que até horas atrás eles viviam e faziam suas atividades rotineiras. Conforme o tempo passa, eles descobrem as regras para sobreviver nesse novo mundo, dimensão, ou o que quer que aquilo seja. A nova Tóquio tem uma espécie de competição, em que apenas os sobreviventes de jogos mortais ali designados, ganham dias de vida na cidade. Aos perdedores, bom, creio que já fica subentendido.

Arisu apesar de adolescente sustentado pelos pais e totalmente desinteressado em seguir alguma carreira na vida, é um nerd de carteirinha e conhece muito sobre pensamento lógico e tem uma mente super ágil, o que faz com que renda muito bem nos jogos que lhe é proposto. Mas, como aquela gincana mortal proposta não é tão fácil assim, até para a mente mais desenvolvida, tem momentos que a sociedade pune.

Engoli os episódios da primeira temporada de Alice In Borderland em um único dia, visto a intensidade que a série proporciona desde o primeiro episódio. Drama, suspense e ficção científica trabalham em sinergia, trazendo uma história que nos faz refletir sobre valores, sociedade, amizade, família e muitas outras questões. Até que ponto você se sacrificaria para garantir a sobrevivência de quem você ama?

Muito além do que o próximo jogo nos reserva, nossa curiosidade motiva o questionamento para entender aonde eles foram parar e quem administra todo aquele novo universo. Sem contar que durante as provas, acabam conhecendo novos personagens que possuem motivações próprias, sejam elas malignas ou solitárias, mas influenciando cada um deles de forma irreparável.

A Netflix já garantiu a renovação para a segunda temporada da série. Espero que mantenha o ritmo alucinante que foi esta primeira, e que saiba esclarecer tantas interrogações que ficaram em nossa cabeça.

Pontos Positivos
A trama prende do início ao fim da temporada. Maratona perfeita!
Além de ser uma bela história de suspense e ficção, motiva o drama e a reflexão por valores sociais (destaque ao episódio 3)
Roteiro desenrola bem e não deixa brechas para deslizes
Pontos Negativos
Sem considerações
10
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